segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

HÁ MUITOS TESOUROS A DESCOBRIR SOBRE AS JUVENTUDES


Os adolescentes e jovens carregam em si grandes expectativas, forças, saberes e lições que podem trazer aos adultos uma fonte inestimável de aprendizados. Há de se ter abertura para este diálogo possível, enriquecedor, franco, aberto, receptivo do diferente e acolhedor de grandes desafios e novidades. Adolescentes e jovens são geração, são pessoas, são seres em construção que nos ajudam a desconstruir nossos velhos hábitos e nossas cristalizações. São fontes de renovação social. Não podemos ignorá-los. Não se trata do “futuro”, mas do presente de nossa nação. São a realidade de um país, o Brasil, que é imensamente jovem (em sua história de poucos séculos). São jovens num país jovem. São jovens num país que ainda tem muito a aprender quanto ao cuidado que precisa ter com os adolescentes e jovens. Um país que, por vezes, reduz adolescentes e jovens a meros consumidores, clientes, público-alvo.O ingresso de muitos adolescentes e jovens no mundo das bebidas alcoólicas tem muito de experimentação e “barato” (curtição), da própria condição juvenil, dos desejos de aventura e de novas experiências. Porém, existe algo da dinâmica social e da sociedade de mercado que é especialmente arquitetado para elevá-los à condição de “sujeitos” e participantes numa trama cujos sentidos nem sempre estão explícitos e perceptíveis. É desta forma que se constituem os arcabouços e as situações ardilosas nas quais adolescentes e jovens necessitarão de apoio e orientação de pessoas cujos papéis são de orientação e referência.
A realidade que envolve adolescentes, jovens e as bebidas alcoólicas traz grandes desafios para as suas instituições: família, escola e sociedade em geral. Não se trata de discutir até onde vai o papel de cada uma delas. Não há função desempenhada e extinta, como se houvesse contrato por tempo de serviço. Os papéis não cessam, são contínuos, sempre renovados a cada momento num permanente e comum movimento, a exemplo do (co) mover-se, que está relacionado ao convite para “o caminhar conjunto”, tornando adolescentes e jovens sujeitos do seu próprio processo em busca de mais maturidade e crescimento.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Teatro


Sendo o teatro uma arte multifacetária onde a arte plástica, dança, música, literatura, história e arquitetura exercem funções conjugadas, propiciando o desenvolvimento da criatividade, o uso dessas formas de expressões consegue expandir as referências existentes entre cognição e emoção no ato do fazer.
Quando os alunos representam uma cena referente a disciplina proposta, a narração dos personagens não se dá apenas em vários espaços. O espaço se transforma num único, pois os que assistem passam a fazer parte da própria representação vivencial. Onde os sentidos registram essas sensações de estar presente, propiciando que esses registros fiquem guardados na sua memória orgânica.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Qual a importância dos quatros pilares para aprimorar a Educação Mundial?



A função social movida pelo substrato econômico sempre foi fator determinante para a incorporação de medidas pedagógicas. Sendo assim, pode-se afirmar que durante as últimas décadas, a Educação Mundial passou por inúmeras influências, oscilando em meio a múltiplas propostas pedagógicas. A realidade nos mostra que a ação pedagógica normalmente esteve direcionada a programas e projetos que atendesse ao campo econômico, dirigindo as práticas escolares para as práticas gerenciais de meios ou insumos. E no seio dessa dinâmica, são produzidos valores que se traduzem em diferentes sentidos para a qualidade, que somados ao empenho dos educadores representam grande importância na construção de uma política capaz de tornar o sistema educacional inclusivo.
É possível afirmar que já existem estudos e projetos capazes de aprimorar a Educação Mundial, provocando grandes conseqüências. Temos por base a visão dos quatro pilares do conhecimento, que podemos encontrar de forma bastante didática e com muita propriedade, editado sob a forma de livro – Educação: Um tesouro a Descobrir. Os Quatro Pilares da Educação são princípios definidores da estratégia de promover a educação como desenvolvimento humano. Fazendo uma síntese dessas quatro pilares da educação, temos:
• Aprender a conhecer caminha com o interesse, a disposição para adquirir, de reelaborar e reconstruir novos conhecimentos. É o mesmo que aprender a aprender, para tirar proveito das oportunidades oferecidas;
• Aprender a fazer mostra a disposição para realizar, tornar as pessoas aptas a enfrentar numerosas situações, de enfrentar os riscos, de errar mesmo na busca de acertar;
• Aprender a conviver traz o desafio de aprender com a convivência, aprendendo a respeitar as diferenças e o exercício de fraternidade, nos valores do pluralismo e da concepção mútua de paz; e, finalmente;
• Aprender a ser, que, talvez, seja o mais importante por explicitar a importância de desenvolver sua personalidade, com o objetivo de viver com maior capacidade e responsabilidade pessoal.
Fundamentados nos quatro pilares, acima citados, podemos afirmar que são propostas que vão muito além da informação ou mesmo do mero desenvolvimento de um conhecimento intelectual e certamente podemos elencá-las como metas a fim de aprimorar a Educação Mundial.
Desta forma, teremos sistemas educativos capazes de privilegiar o acesso ao conhecimento direcionado para futuras reformas educativas que discutam espaços de interação, participação e articulação, incorporadas em toda formação humana e social. Capazes de promover o respeito mútuo, os quatro pilares também geram relações dialógicas condizentes com a criatividade, o construtivismo e a solidariedade. Possibilitam, outrossim, desenvolver capacidades que levem os alunos a serem protagonistas do seu próprio destino.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Setores da Economia

Esse desenho fiz para o trabalho de Geografia da Fran Tibúrcia. Ela é aluna do Colégio Estadual Professora Maria da Glória Virissimo de Faria.
A figura é para representar os setores da economia, ou seja, primário, secundário e terciário.
Ligados com suas atividades econômicas envolvidas e suas relações com desenvolvimento.

domingo, 21 de novembro de 2010

O PARADIGMA DOMINANTE E EMERGENTE CONSIDERANDO A TESE DE BOAVENTURA SOUZA SANTOS (1988) QUE DEFENDE TODO CONHECIMENTO COMO LOCAL E TOTAL

Considerando a teoria exposta na tese de Santos (1988) que defende todo conhecimento educacional como local e total, podemos constatar evidências para as diferentes concepções na construção desse conhecimento. Induzindo-nos de maneira inevitável a uma reflexão entre os paradigmas dominante e emergente, sugerindo um (re)pensar cotidiano de nossa prática.

Dessa forma, busca-se argumentos relacionados à ação de supervisão escolar com objetivo de mostrar as características que se configura num dos maiores desafios contemporâneos para nós educadores.

No tocante ao paradigma dominante, que se fundamenta na total separação entre natureza e ser humano, podemos inferir características que ainda são aplicadas por muitos supervisores escolares, pois uma das características que norteia esse paradigma é a racionalidade científica.

Esta é global e totalitária, definindo de racional somente as formas de conhecimento alicerçadas em suas bases epistemológicas e suas regras metodológicas. Isso leva a uma categorização do conhecimento cuja finalidade pode ser aceito como domínio das ciências aplicadas pela educação.
Desta forma, percebe-se uma desarticulação entre o ensino em diferentes dimensões, pois o paradigma dominante não atende às atuais necessidades, porque conhecimentos prontos e constituídos contribuem para o desprestígio das práticas pedagógicas.

Nesse sentido, observa-se que a evolução do conhecimento também passa por crises, rupturas e evoluções que numa contraversão definidos pelo paradigma dominante deram caracterização ao paradigma emergente, onde o senso comum, considerado uma das formas de conhecimento existentes, possibilita orientar nossas ações e compreensão da realidade, ou seja, conhecimentos se desenvolvem ao encontro uns dos outros, avançando a medida que seu objeto se amplia, propondo que os conceitos e teorias desenvolvidas localmente emigram.

Por fim, O desafio para o profissional de Supervisão Escolar é garantir a execução da análise do paradigma emergente que permite pensar de forma interdisciplinar, já que parte do pressuposto de que nenhuma forma de conhecimento é em si mesma exaustiva, pois permite o diálogo com outras formas de conhecimento possibilitando aos alunos um aprendizado mais amplo
e contextualizado.

sábado, 30 de outubro de 2010

A TEORIA E A PRÁTICA


É pensando numa aproximação da teoria com a prática que se busca na geografia vivenciá-las, pois juntas são instrumentos de mudança. A uniformidade que cumprem justifica o valor que elas possuem como um condicionamento para uma transformação social.

O profissional da geografia tem que estar disposto a apresentar as forças geradoras que contribuem para moldar o espaço geográfico. Entender a dinâmica e interações existentes entre atmosfera, litosfera, hidrosfera e biosfera não é suficiente, pois o profissional também tem que saber transmitir o conhecimento adquirido, pois assim o profissional será capaz de passar a mensagem de que o homem é um organismo capaz de alterar significativamente as ações da natureza através da tecnologia.

O professor de geografia tem que relacionar o conhecimento com a experiência cotidiana, dando significado aos temas abordados principalmente a partir da experiência de cada um e percebendo sua importância para o mundo, ou seja, fazer relação entre teoria e prática.

Outra dificuldade é quando a realidade não faz referência com as teorias, o que ocasiona dificuldades para interligar os conhecimentos, que por sua vez acabam por parecer indefinido, independente e sem significado.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

AS DEMANDAS DO ENSINO DE GEOGRAFIA


Para que as ações referentes ao ensino de geografia se renovem é necessário reconhecer os inúmeros problemas por parte dos profissionais envolvidos. São muitas as linhas de raciocínio e de difícil análise quanto aos vários estudiosos da geografia, seja de uma forma geral ou dentro das características regionais. Nem sempre percebemos a atuação de professores comprometidos ao ponto de permitir aos alunos uma melhor compreensão do planeta. “A reflexão crítica sobre a prática se torna uma exigência da relação Teoria/Prática sem a qual a teoria pode ir virando blábláblá e a prática, ativismo.” (FREIRE, 2002, p. 22).

De certo, as práticas pedagógicas normalmente estão embasadas em modelos, nos quais cabe ao professor ensinar conteúdos e ao estudante, aprender. Existe urgência por revisões nos cursos em licenciatura em geografia, pois na grande maioria o elemento qualitativo perde espaço para o quantitativo.

A estrutura curricular dos cursos de licenciatura ainda faz com que as disciplinas permaneçam isoladas, seguindo procedimentos de racionalidade técnica. Por isso, rever a estrutura curricular dos cursos de licenciatura significa rever essas linhas de pensamentos. Os estudos do período de formação de professores têm que possibilitar conhecer a teoria de forma prática a realidade. Assim o profissional conduzirá sua prática docente para a construção de novos saberes aos seus futuros alunos.

Cursos estão sendo criados a fim de suprir a falta de profissionais em sala de aula, o que conduz a refletir sobre o fazer pedagógico, pois a nova geografia que se propõe não assume seu papel crítico quando forma um professor de geografia à distância, por exemplo. As práticas pedagógicas durante a formação de um professor tornam indispensáveis saídas de campo, debates, práticas em laboratórios, entre outros. Vygotsky (1991) afirma que a aprendizagem se realiza sempre em um contexto de interação, através da internalização de instrumentos e signos levando a uma apropriação do conhecimento. Esse processo promove o desenvolvimento e a aprendizagem e precede o desenvolvimento.

Se o curso de licenciatura promover situações nas quais os acadêmicos vivenciem saberes que o momento atual propõe, ele terá melhores condições de desenvolver ações pedagógicas para seus alunos, pois para responder às novas demandas e necessidades da sociedade atual, a formação atual dos professores tem que obrigatoriamente ser contextualizada.

A IMPORTÂNCIA DO CONHECIMENTO SOBRE O ESPAÇO ESCOLAR


O reconhecimento do local para um professor de geografia torna-se fundamental, pois é uma disciplina que faz compreender o espaço geográfico no qual a escola está inserida. O espaço geográfico é produto da atividade social sobre o substrato natural, ou seja, é a relação entre sociedade e natureza. O PCN no que se refere ao estudo do espaço busca perceber a pluralidade da atividade humana, que na sua habilidade estuda as manifestações dela e a dinâmica dos processos naturais.

Eis o espaço geográfico, a morada do homem. Absoluto, relativo, concebido como planície isotrópica, representado através das matrizes e grafos, descrito através de diversas metáforas, reflexo e condição social, experienciado de diversos modos, rico em simbolismos e campo de lutas, o espaço geográfico é multidimensional. Aceitar esta dimensionalidade é aceitar as práticas sociais distintas que permitem construir diferentes conceitos de espaço. (CASTRO, 2001, p.44)

O passado histórico na construção do espaço geográfico é citado por Santos (2004, p.153) “como um conjunto de relações realizadas através de funções e de formas, que se apresentam como testemunho de uma história escrita por processos do passado e do presente”.

Os PCNs, no que se refere ao estudo do espaço busca perceber a pluralidade da atividade humana, que na sua habilidade estuda as manifestações dela e a dinâmica dos processos naturais.

Observa-se o espaço geográfico, como aquele construído através da transformação do mesmo pelo homem (relação sociedade-espaço), tendo como finalidade a intencionalidade humana. Pode-se encontrar no espaço geográfico formas “naturais” (rios, planaltos, planícies e etc.) e artificiais (casas, avenidas e pontes) (GARCIA, 2006).

O ENSINO DE GEOGRAFIA: ORIGENS E TEORIA

A produção acadêmica em torno da percepção geográfica é fruto de todo o saber suscitado nessa ciência com o passar dos anos, promovendo mudanças de paradigmas e de novos ideais na vida humana. É Importante saber que o interesse do homem em entender o ambiente em que vive é muito antigo, quem sabe situado na própria origem do homem.

Somente com o florescimento da civilização grega as abordagens pertinentes ao estudo de Geografia conseguiram alcançar a categoria de ciência. Porém, a geografia só vai se desenvolver enquanto ciência a partir da segunda metade do século XIX, com o surgimento da geografia classificada hoje como Tradicional tendo como seus principais teóricos Ratzel e Vidal de La Blache. E o rompimento da mesma só aconteceu no século XX, com os movimentos de renovação, ou seja, meados dos anos 50 com Geografia Pragmática e na década de 70 com a Geografia Crítica.

Observe-se o quadro com as correntes do pensamento geográfico:



Quadro 01: Correntes do pensamento geográfico
Fontes: Moraes (1983); Correa (1998).

sábado, 24 de julho de 2010

AQUECIMENTO GLOBAL


O planeta está a cada dia se transformando, em virtude disso grandes mudanças são percebidas em todo o globo terrestre. São complicações climáticas, derretimento das calotas polares, aumento da temperatura na terra, enfim várias são as transformações que vem ocorrendo em decorrência da intervenção humana no planeta.

Alguns incrédulos sobre estas transformações postulam que o aquecimento global nada mais é do que um fenômeno natural e que nada tem a ver com a interferência humana no planeta, trazendo o tema como mera especulação de cunho político e de interesses pessoais, entretanto observa-se que isso não é verdade, pois muitos são os estudos que apontam e comprovam ser o aquecimento global uma verdade incontestável no planeta terra.

Destaca-se que o aumento da temperatura terrestre pode ser percebido em todo planeta, pois estudos comprovam que o clima vem sofrendo constantes alterações, e isso estaria relacionado ao aquecimento Global.

Um dos meios encontrados pelos cientistas para comprovar a veracidade de tal fenômeno é por meio das teorias sobre o Holoceno. O fenômeno teria ocorrido em outras eras geológicas da Terra e os estudos estariam embasados nos últimos 11.000 anos da história da Terra, quando terminou a ultima Era Glacial.

É relevante considerar que a intervenção humana na terra tem influenciado e acelerado muito esse processo de aquecimento. O homem é responsável pelos poluentes produzidos pelos processos industriais e pela urbanização.

As conseqüências do aquecimento global são perceptíveis no contexto atual, pois o estado de Santa Catarina vem sofrendo num curto espaço de tempo sérias tragédias ambientais ocasionadas pelas alterações climáticas. Pode-se citar o Furacão Catarina ocorrido no dia 29 de março de 2004, os constantes registros de tornados ou trombas d’águas como a que atingiu a região de Barra Velha, no Litoral Norte de Santa Catarina no dia 7 de março de 2010 e sem esquecer aquela que é vista como a maior tragédia ambiental do Sul do Brasil, ou seja, as chuvas que caíram no Vale do Itajaí em novembro de 2008.

As tragédias em Santa Catarina, demandadas da natureza, são exemplos de que devemos agir para não enfrentarmos problemas ainda maiores. A opção por um desenvolvimento sustentável ainda não é regra para todos, especialmente por parte daqueles que mais poluem. Temos que rever muitas das nossas atitudes para que os impactos ambientais não tomem proporções tão agravantes e não acelere ainda mais o processo.

Um conjunto de medidas obrigatoriamente deveriam ser regras para serem tomadas por todos e assim contribuir por melhorias das condições ambientais. Como, por exemplo, a utilização de energias mais eficazes provenientes de fontes renováveis como vento e energia solar. Entretanto, percebe-se que tudo isso trilha pela educação que deve diante dessas evidencias despertar uma consciência ecológica consistente, para que a degradação do planeta e por conseqüência os reflexos do aquecimento global sejam diminuídos.

Por fim, uma nova consciência ambiental e ecológica se faz necessário para que não tenhamos de nos acostumar a episódios onde pessoas perdem a própria vida, familiares, seus lares, seus bens e suas histórias de vida, devido aos efeitos do aquecimento global, portanto que sejamos conscientes disso.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

MODELO DE PLANO DE AULA PARA AULA DE GEOGRAFIA


Objetivo Geral

Sensibilizar e promover a ampliação de conhecimentos dos alunos do ensino fundamental sobre Cartografia por meio do Google Earth e a África do Sul.

Objetivos Específicos-

Promover a localização espacial por meio de representações cartográficas;
- Confrontar tipos de representações da superfície terrestre e descrever suas finalidades;
- Ampliar os conhecimentos sobre a África do Sul;
- Expressão verbal da experiência.

Tempo estimado: 2 aulas de 45 minutos cada.

Material necessário: Caderno, régua, lápis, imagens com os estádios de futebol da copa do mundo, computador com acesso à internet e o programa Google Earth, mapa da África do Sul.

Desenvolvimento
• Utilizando o programa Google Earth os alunos poderão retomar os estudos de cartografia e fazer conexão ao que foi estudado sobre a África do Sul em aulas anteriores;
• Deixar os alunos livres num primeiro momento, pois é provável que alguns não tenham feito uso desse recurso;
• É importante que se verifique quantos serão os computadores disponíveis para o cumprimento das aulas, para tanto o professor deve dividir a turma em grupos;
• Como atividade o professor pode distribuir figuras com os estádios de futebol da copa do mundo 2010 com seus respectivos nomes (podem ser encontrados em revistas, jornais e internet) e propor para que os alunos localizem a região onde os mesmo foram construídos com o auxílio do programa Google Earth;
• Posteriormente pedir aos alunos que expressem a sua percepção sobre o que observam a partir do que o site proporciona (provavelmente nem todos os estádios serão encontrados, pois o site não é atualizado como pensam muitos);
• Para que os alunos compreendam se propõe que os alunos troquem a figura dos outros estádios com as outras equipes conforme as orientações do professor;
• É importante que o professor saiba os procedimentos para utilizar programa Google Earth.

Avaliação
É importante ter certeza que os alunos estão preparados para interpretar as representações cartográficas e consequentemente saber se orientar pelos diferentes tipos de mapas, inclusive por meio de um mapa virtual. Salientando que a cartografia vai enriquecer o estudo sobre o país sede da copa do mundo 2010.
Como avaliação os alunos em grupo separados por computador terão que relatar a experiência por meio de relatório e junto elaborar um mapa de localização da África do Sul.
O mapa de localização deve conter:
• Mapa da África do Sul;
• Os estádios distribuídos em suas latitudes e longitudes;
• Informações sobre todas as regiões onde ficam os estádios;
Observação: a avaliação inicia com a pesquisa em sala de aula com o auxílio do professor, mas terá que ser concluída em casa e entregue na seguinte aula.

Referências:
ALESSANDRI, Ana Fani Carlos (org.), Vários autores. A Geografia em Sala de Aula. - São Paulo. Ed. Contexto. 1999.
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. São Paulo. Ed. Brasil S/A. 1996.
VESENTINI, José William. Sociedade e Espaço: Geografia Geral. 41ª edição, São Paulo, Editora Ática, 1999.

sábado, 20 de março de 2010

DESENHOS ANIMADOS

Acredito em uma educação onde o contato com outras pessoas seja fundamental. Porém, não descarto os meios de comunicação, que podem ser considerados educativos quando bem utilizados. A televisão é um dos meios que assume importância como fonte de informações, modismos, vocabulário, gestual, modos de se portar.
Durante minha infância algo muito presente foram os desenhos animados que, por isso, se tornaram importantes na formação da minha identidade. Eu adorava. Consumia um bom tempo do meu dia, deixava muitas vezes de estudar para assisti-los. Seduziam-me pelos movimentos, personagens, histórias, enredos fáceis de entender, faziam cim que eu sonhasse com um mundo diferente.
Ao mesmo tempo em que reproduziam objetivos "claramente" educativos, reproduziam cenas agressivas e, por isso, meus pais sempre tentavam policiar minhas escolhas e confesso que nem sempre conseguiram. Por esse motivo recomendo uma vigilância constante e que busquem marcar presença nas escolhas das crianças(no que ela vai ver!)
A partir do momento que se educa para selecionar melhor o que deve ser assistido estaremos contribuindo para a formação de seres humanos melhores, consciente da realidade que o cerca e não permitindo que o mundo do “faz de conta” predomine a mente de adolescentes e jovens.
Abaixo alguns vídeos que fizeram parte da minha infância.












terça-feira, 16 de março de 2010

Desenvolvimento do Currículo


A trajetória da aprendizagem nos apresenta diferentes formas de como a educação pode ser pensada. Diante disso analisemos o que descreve Tyler, onde em 1949 lançou o livro que ficou conhecido como a Lógica Tyler intitulado Princípios básicos de currículo e ensino.
O sistema dele veio num momento onde formalizou o seu pensamento sobre a visualização, análise e interpretação do currículo e do programa de instrução de uma instituição de ensino em Princípios Básicos de Currículo e Instrução. Atualmente suas concepções ainda prevalecem por mais que alguns especialistas o vejam como um método tradicional, pois suas teorias são utilizadas por uma boa parcela do sistema educacional.
Algumas vantagens podem ser apontadas para mostrar acerca do currículo educacional:
Primeiro, Tyler defende que a aprendizagem deve ocorrer através da ação do aluno, onde é ele próprio quem faz e aprende. Onde o professor apresenta a proposta e cabe o aluno aprender o conteúdo. Segundo, o currículo passou a mapear as necessidades exigidas naquela época – pós-guerra - e que até hoje ainda são aplicadas, como a análise do contexto social, histórico, cultural, econômico. Dessa forma o aluno é preparado para ser inserido como profissional adequado ao mercado de trabalho. Terceiro, a avaliação do currículo com vistas ao seu contínuo aproveitamento, com isso se adequando ao meio e possibilitando a reestruturação do mesmo.
Contrapondo ao que se “considera” como modelo clássico de Tyler surge o interesse pelo estudo dos desafios e problemas emergentes no que cerca a educação, sem focar um modelo de sociedade de cultura tecnológica, com enfoques globalizantes. Que possibilita aos alunos se tornarem protagonistas, ganharem existência, estabelecerem relações significativas numa forma de organização pré-estruturadas. Capazes de analisarem os problemas, as situações e os acontecimentos dentro de um contexto e em sua globalidade.
Algumas vantagens também podem ser observadas no que faz referencias a uma educação globalizante:
Primeiro, o conhecimento como instrumento para compreensão e possível intervenção na realidade e assim, respeitando as diferentes fases de aprendizagem. Segundo, promovem a inclusão, respeitando as diferentes habilidades motoras e níveis de saúde, respeitando o princípio de igualdade. Terceiro, propõe modelos curriculares menos autoritários, e mais comprometidos com os processos de ensinar e aprender. Onde as dimensões humanas da ética e da cidadania ativa sejam concretizadas na complexidade do nosso tempo e da dinâmica de mundo globalizado e questões sociais presentes.
Portanto, cabe ao educador exercer seu senso crítico e buscar dentro de sua realidade a melhor forma de ver o currículo escolar. Possibilitando uma visão ampla de modo a abranger todas as experiências, no sentido que se promova a diversidade e que insira o maior número de pessoas.

segunda-feira, 1 de março de 2010

VANTAGENS DA COOPERAÇÃO COMO INSTRUMENTO DE METODOLOGIA DE ENSINO

Segundo Celestin Freinet (apud SCARPATO, 2006, p. 89) com suas propostas pedagógicas e técnicas de ensino, (...) “preconiza que a prática escolar e o processo ensino-aprendizagem, sempre se atualizem, estejam ligados aos acontecimentos sociais, e ao progresso tecnológico, e vivenciem os mesmos na escola.” Portanto, a educação pode ser entendida como uma ação cooperativa, onde o processo se torna inclusivo e nos faz deparar com uma realidade crescente do meio escolar e os questionamentos sobre o conteúdo lecionado tenha outra dimensão.

Desse modo, a noção de conteúdos de ensino, rompendo os limites estritos do texto didático, ganha uma conotação muito mais ampla, incluindo, ao lado dos saberes sistematizados e de igual importância, os saberes relativos às necessidades humanas, à vida em sociedade, à convivência harmoniosa, ao respeito à diversidade, ao exercício da cidadania. (SCARPATO, 2006, p.26)

Dentre as vantagens da Cooperação como instrumento de metodologia de ensino, percebemos a relação que se torna rica no processo ensino-aprendizagem, onde os educadores aproveitam o máximo deste período para poderem melhor se preparar para a próxima etapa. Onde o aprender se torna uma relação de troca entre professor e aluno. Conduzindo a uma atitude menos competitiva e menos excludente, nos possibilitando um papel transformador. Isso significa dizer que, tendo em vista a aprendizagem como um processo de descoberta do conhecimento, como resultado de uma socialização, uma construção coletiva.
Dessa forma, a educação cooperativa está presente na própria idéia de pedagogia e é diferente do que em outras épocas, ou seja, atacando o método tradicional. Já que muito do que se pensa hoje sobre a educação e o entendimento acerca do conhecimento colocam a práxis intersubjetiva como centralidade para a validação dos saberes. “O conhecimento não se constrói na reflexão isolada, ou no interior de uma consciência, mas de forma dialógica, processual, tendo como referências básicas o grupo e a linguagem usual” (MARQUES, 1993: 79).
A opção pela educação cooperativa, portanto, nos provoca a uma escolha desafiadora e contextualizada, pertinente e comprometido com a construção de um processo de inclusão e participação. Nesse sentido, a educação cooperativa, nos evidencia aspectos relacionados com o cotidiano através da própria realidade do aluno, mostrando que é possível aprender com o conhecimento empírico, propiciando assim uma aula mais interessante, constituindo um conhecimento multilateral tanto para o corpo discente como para o docente durante o processo de construção da cidadania. O professor deve agir para que exista o processo de socialização do aluno dentro da escola. Que a escola surja na vida de qualquer pessoa como um espaço que cumpre a função de socialização, a escola se diferencia de outras práticas educativas desempenhadas pela família, trabalho, mídia, lazer, por ser intencional, deliberada, sistemática e continuada na construção dos cidadãos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

SCCARPATO, Marta. Os procedimentos de ensino fazem a aula acontecer. São Paulo: Avercamp Editora, 2006.

MARQUES, Mário Osório. Conhecimento e Modernidade em Reconstrução. Ijuí: Editora Unijuí, 1993.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Como promover a inclusão escolar?


Tratando-se de educação inclusiva, onde se propõe a participação dos estudantes nos estabelecimentos de ensino regular sugiro repensar novos paradigmas, reestruturação da cultura, nossas práticas, tornar a educação democrática e fazer com que aprendamos junto a partir de cada singularidade, muito diferente do sistema vigente que ignora o subjetivo, o afetivo, e desrespeita a diversidade inerente à espécie humana.
Se não nos libertarmos a esse novo olhar educacional, não iremos transformar conforme o que a inclusão propõe. Muitas barreiras são impostas e as mesmas devem ser enfrentadas. Os inúmeros desafios que a inclusão nos impõe na prática possibilitam repensar assim como os modelos de educação que na sua grande maioria tenta adequar conforme as realidades que as mesmas estiverem inseridas. A sociedade tem que promover políticas públicas para que todos sejam inseridos no meio social e não incluindo de forma participativa.
Acredito que para promover a inclusão “na prática” devemos levar em consideração os fatores onde o INCLUIR é “acolher” indivíduos que desprovidos de alguns fatores intelectuais ou físicos ou de fatores externos, que estão à margem da exclusão social, por não aderirem aos parâmetros de normas e padrões, construídos por uma organização social de interesses próprios. Ao inserirmos os mesmos no ensino regular, estarão num ambiente social de fatores estimulantes, ao lado de inúmeros estudantes, que falam, que brincam, que correm, que interagem, e isso é uma estimulação direta para seu desenvolvimento cognitivo, afetivo e social.
A inclusão só acontece se começar a partir do entendimento e da ação de cada pessoa, seja professor ou não. É importante começar uma sistemática de momentos de estudos para os profissionais (docentes e não docentes) com a especificidade de cada cargo. A nós professores, cabe o dever de desenvolver um processo de ensino-aprendizagem na perspectiva da inclusão para todos.
Há de se levar em consideração que não teremos inclusão de fato, se contarmos apenas com a dedicação dos profissionais envolvidos nas escolas, não é somente boa vontade que vai resolver. É preciso adequar os ambientes de ensino. Os espaços que não deixem os indivíduos esquecidos, marginalizados pelo sistema. Os espaços têm que ser coerentes para corresponder às limitações dos alunos tendo o cuidado com instalações, tecnologias e equipamentos aptos a recebê-los sem restrições, num meio atento às diferenças.
Portanto, acredito que somos seres socialmente construídos, em contato com o meio estimulador. A inclusão traz benefício ao desenvolvimento psíquico, afetivo e social de alunos portadores de necessidades especiais, quando em inclusão bem sucedida e, portanto não tem que ser vista como uma proposta generosa e solidária.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Você sabe a diferença entre 1969 e 2009????????????















Essa pergunta foi a vencedora em um congresso sobre vida sustentável.

"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

terça-feira, 29 de setembro de 2009

AVALIANDO DISTÂNCIAS NA EDUCAÇÃO


No cenário contemporâneo, a educação a distância já é uma realidade que se potencializa cada vez mais. Nesse sentido, percebe-se que mesmo na educação a distância existe uma necessidade de aula presencial para sanar as dificuldades encontradas pelos educandos. No viés desta questão percebe-se também que a modalidade presencial tem buscado, cada vez mais, a utilização de recursos tecnológicos e pedagógicos presentes na modalidade a distância.
Por conseguinte, deve-se obter uma combinação adequada de atividades remotas e locais, tirando-se proveito dos pontos fortes de cada uma delas e articulando-as em uma proporção compatível com as características do público-alvo e dos objetivos de cada curso. Dessa forma, constata-se que as margens limítrofes entre uma modalidade e outra são apenas conceituais, pois não existe um limite entre uma e outra já que ambas mesclam algumas características parecidas.
As teorias sobre a educação a distancia mostram alguns tipos das chamadas distâncias na educação das quais se destaca:
 A distância espacial (física) - é aquela a qual diz respeito à relação na ocupação do espaço físico real entre aluno e professor, aluno e seus colegas, e aluno e materiais de estudo. (Um curso por correspondência, por exemplo).
 A Distância Temporal - é aquela em que as interações não se dão de maneira imediata no tempo, demandam de certo tipo de espera para a comunicação. (exemplo trabalhos via email, ou portais educacionais)
 Distância Interativa ou operacional – é aquela que se relaciona diretamente à participação do aluno no processo, e informa se este é operacionalmente ativo ou passivo na aprendizagem.
Finalizando, destaca-se que conceitualmente a expressão "Educação a Distância" vem sendo largamente utilizada para designar formas tão diferentes de aprendizagem quanto cursos por correspondência e laboratórios virtuais de imersão total. Entretanto, o que importa em um processo de ensino-aprendizagem não é a distância física real entre aluno e professor (se separados por quilômetros ou metros), mas sim a efetiva sensação de distância percebida pelo aprendiz, pois o que importa na educação seja ela a distância ou não, é o conhecimento adquirido.